Sempre gostamos de um bom filme do Arnold Schwarzenegger. Especialmente porque até os ruins conseguem ser bons porque o cara, apesar da limitação como ator, ainda assim é muito divertido e, paradoxalmente, carismático à sua maneira.
Mas O Exterminador do Futuro é um filme em que ele é realmente bom. Ele é legitimamente um ótimo ator ali e foi perfeitamente escalado. Afinal de contas, tudo o que ele precisava fazer era parecer assustador e falar com uma voz monótona. Inclusive, embora o primeiro Exterminador do Futuro não seja o nosso favorito da franquia, nós diríamos que se trata de uma das produções em que Schwarzenegger está melhor.
A trama gira em torno dele interpretando um ciborgue enviado de volta no tempo para matar Sarah Connor (Linda Hamilton), a mãe de um homem que um dia liderará a humanidade à vitória em uma guerra contra outros ciborgues, antes mesmo desse homem ser concebido. Ao perceber isso, a resistência humana envia um soldado, Kyle Reese (Michael Biehn), para protegê-la. Ambos chegam diretamente aos anos 80 e passam a lutar pelo destino de Sarah e pelo futuro da humanidade.
Uma ficção científica que não se perde na viagem no tempo
O que mais gostamos no filme é que ele não demora em toda a explicação do conceito de viagem no tempo. Isso é tratado como um recurso de enquadramento da história, e não como a sua muleta principal. Como resultado, você tem uma história de ficção científica grandiosa sem precisar de vinte cenas de personagens coçando a cabeça tentando entender a lógica disso tudo. Porque, claro, daria para desmontar o filme com certa facilidade, como qualquer obra sobre viagem no tempo, mas fazer isso seria perder completamente o ponto.
Muitos dos filmes mais recentes da franquia Exterminador do Futuro se prendem demais à viagem no tempo. Como resultado, caem num poço de roteiro precário justamente por insistirem em explicar a única parte da franquia que nunca precisou de explicação. E, ao tentar explicar, ironicamente exigem que o público suspenda ainda mais a descrença do que se simplesmente não explicassem nada.
Em vez disso, o ideal é pensar nos personagens. Kyle Reese é um homem destruído pelo estresse pós-traumático que aceita uma missão de viagem no tempo porque se apaixonou por Sarah ao ver uma foto dela no futuro. Michael Biehn entrega uma atuação meio oito ou oitenta. Em algumas cenas parece que ele está dando tudo de si, e em outras soa um pouco apagado. Sarah é definitivamente a melhor personagem do filme, em grande parte graças à performance de Linda Hamilton. Ver sua transformação de uma garçonete assustada em uma combatente endurecida, enfrentando o Exterminador e gritando ordens para Reese no final, é ótimo.
Quando o filme fala através da ação
E claro, há a ação. Uma das nossas cenas favoritas provavelmente é toda a sequência na delegacia. Começa com Reese sendo tratado como um lunático por um psicólogo criminal, Sarah sendo tranquilizada com a explicação de que o homem que Reese diz ser um Exterminador é apenas um sujeito usando colete à prova de balas, e tudo culmina em um ciborgue invencível matando trinta policiais a sangue-frio enquanto Reese foge da custódia e improvisa uma saída segura para Sarah. Todo o tiroteio, a crueldade implacável do Exterminador e a incredulidade dos policiais são simplesmente impressionantes de assistir.
Imaginamos que a cena mais famosa do filme é, possivelmente, quando Arnold é explodido e finalmente vemos o Exterminador como ele realmente é: um esqueleto metálico assustador com olhos vermelhos. Reconhecemos que hoje isso parece meio datado, tanto quando está sozinho em destaque quanto quando precisa interagir com os atores. Já a versão dele rastejando pelo chão da fábrica após ser explodido por Reese parece muito mais real. Provavelmente porque era mais fácil de manipular como um boneco.
E mesmo após termos visto esse longa umas dez vezes, ainda ficamos na dúvida se ele realmente morreu quando Sarah o esmaga, o que mostra que a tensão da cena continua funcionando, mesmo que os efeitos especiais já não sejam dos melhores.
Apesar de um pouquinho datado em alguns aspectos, O Exterminador do Futuro continua sendo um filme de ação extremamente divertido e que definitivamente recomendamos. É daqueles filmes icônicos que, em nosso ponto de vista, todo mundo deveria ter na lista de obrigatórios.
A Avaliação
O Exterminador do Futuro (1984)
Linda Hamilton conduz O Exterminador do Futuro com uma transformação marcante, cercada por ação intensa e tensão constante.
Detalhes da avaliação;
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