Entramos na fase eliminatória da Copa do Mundo e muitas seleções já se despediram. Uma delas é a seleção japonesa que, inegavelmente, fez uma bela trajetória na competição. Nessa jornada para ser um campeão as derrotas fazem parte do jogo, embora sejam desagradáveis. E no mundo dos animes, existem várias produções que abordam o desejo de ser o jogador de futebol mais vitorioso como ponto de partida. Entretanto, falaremos de uma certa obra que começa a partir do fracasso.
Esse é um diferenciado anime de futebol disponível na Crunchyroll, no qual a vitória é dada a quem for mais egoísta. A seguir, conheça Blue Lock sob dois pontos de vista.
A emoção do Blue Lock

Estamos em 2018, ano de Copa do Mundo. A seleção japonesa foi eliminada pela Bélgica, de virada, por 3 a 2. A equipe é tomada pelo sentimento de fracasso, ao ser desclassificada nas oitavas de final. A Confederação Japonesa de Futebol considera tal derrota como um absoluto vexame e, por isso, decide reunir 300 dos melhores jogadores de base do país. O objetivo é moldar um atacante com fome de bola, e sede de vitória, para a próxima Copa do Mundo.
É nesse contexto que surge Blue Lock, um projeto gerido por Jinpachi Ego. Como o sobrenome dá a entender, Ego possui uma natureza egoísta e, por isso, acredita que apenas seus métodos de aprendizagem podem formar o jogador ideal. Entretanto, seus métodos não são nada tradicionais. Jinpachi Ego não confia no trabalho em equipe e, por essa razão, estimula somente as habilidades individuais de cada candidato. Tal incentivo também não é nada ortodoxo, ou seja, faz com que os personagens liberem o grau mais selvagem da competitividade. Um deles é Meguru Bachira que, embora não seja o protagonista, é um ótimo exemplo disso, pois enxerga seus oponentes como monstros. Esses são apenas alguns detalhes que fazem, dessa história, uma jornada inesquecível.
A técnica em Blue Lock

Entretanto, o gramado nem sempre é tão verde. Se o enredo da série empolga, não dá para dizer o mesmo sobre a parte técnica do anime.
A animação feita pelo estúdio Eight Bit apresenta vários momentos estáticos, em que apenas a boca dos personagens e o cenário se movimentam, um nível de qualidade abaixo do esperado para qualquer anime sobre esportes. Por isso, em cenas de impacto — como, por exemplo, um chute a gol — o espectador tende a ficar incomodado com a inconsistência da animação. Dito isso, Blue Lock não deve satisfazer os fãs mais exigentes, mas é uma boa representação da ação e da competitividade que só a Copa do Mundo proporciona.
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E vale ressaltar que o anime tem duas temporadas, que estão disponíveis não só na Crunchyroll, mas também na Netflix e HBO Max, completas e com dublagem em português.



