A Pixar abre o ano com uma animação original, que promete divertir e emocionar o público.
Cara de Um, Focinho de Outro traz referências a outras animações, enquanto aborda temas sensíveis e tenta passar uma mensagem sobre preservação ambiental.
Novo com cara de velho
Este novo longa não nos apresenta exatamente algo original, mas consegue utilizar bem os clichês dentro da animação. Ao longo do filme, percebemos as referências e vamos acompanhando a irritada Mabel em sua causa: salvar uma pequena clareira.
A história segue desde o luto até práticas corruptas do prefeito para conseguir os objetivos. E, sendo uma animação, é mais emocionante e tem o toque de algo extraordinário, como colocar a mente dentro de um robô, bem estilo Avatar.
Assim, a animação consegue trazer momentos engraçados e emocionantes, enquanto reflete sobre objetivos e, principalmente, comunicação. Nem sempre a habilidade de falar consegue possibilitar o diálogo. Isso, durante o filme, é um dos pontos bem trabalhados.
A Pixar retornando aos poucos
Há um bom tempo, os filmes do estúdio não têm sido muito efetivos. Com isso, a empresa vem cada vez mais apostando em sequências e menos em histórias originais.
Cara de Um, Focinho de Outro é um refresco para os antigos fãs do estúdio. A animação trabalha pontos bem comuns dentro das décadas de longas originais, surpreendendo, emocionando e nos divertindo.
O traço da animação não traz nada novo, assim como o enredo, porém, ver um longa trabalhar uma temática tão importante como a preservação ambiental, dentro de uma narrativa do processo de luto, é o que sempre fez a Pixar, desde o início, conquistar seu público.
Concluindo, esse novo longa não conta algo inédito, mas traz um sentimento há algum tempo perdido dentro do estúdio. Uma história bonita para ser assistida em família.
A Avaliação
Cara de Um, Focinho de Outro (2026)
A Pixar retorna aos cinemas resgatando o que tem de melhor ao longo de sua história
Detalhes da avaliação;
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Nota




