No final de 2023, a primeira temporada da série, Monarch: O Legado dos Monstros, estreou na Apple TV.
Situada no Monsterverse, o universo de monstros da Legendary, a série chegou para dar profundidade aos acontecimentos dos filmes do Godzilla e King Kong. Mas, será que conseguiu?
Confira abaixo a nossa crítica da primeira temporada.
Monarch: O Legado dos Monstros promete mais do que cumpre

Quando Monarch: O Legado dos Monstros foi confirmada para uma série de televisão, os primeiros relatos eram de que a série exploraria a organização que atua durante os eventos do Monsterverse. Além disso, mostraria os primeiros passos da empresa.
No entanto, o desenvolvimento ficou um pouco complicado. Uma vez, que não conseguiram acertar de fato o tom da história.
Após a destruição de São Francisco pelo Godzilla em Godzilla (2014), acompanhamos três gerações investigando segredos familiares ligados à organização. Contudo, a série se passa em duas linhas do tempo: uma nos anos 50, e a outra, em 2015.
Tudo que envolve o núcleo dos anos 50 é bastante interessante. Aqui, acompanhamos a cientista Keiko (Mary Yamamoto), o militar Lee Shaw (Wyatt Russell) e o zoológo Bill Randa (Anders Holm), que buscam financiamento do exército dos EUA para provar a existência dos kaijus.
No decorrer desta trama, existe um propósito bastante interessante e condizente com a proposta do universo de filmes. Infelizmente, a série não se prende apenas a este núcleo.
O segundo plano da série, se passa em 2015, e nos apresenta a Cate Randa (Anna Sawai), uma sobrevivente do episódio de São Francisco, que procura pelo pai em Tokyo. Lá, ela descobre que seu pai tinha uma família, e conhece seu meio-irmão Kentaro (Ren Watabe). Agora, juntos, eles procuram descobrir os mistérios ligados a seu pai e sua família.
E este arco é um completo desastre em prender a atenção do telespectador. Uma vez, que a série tenta trazer um drama familiar aos acontecimentos catastróficos, colocando os protagonistas em situações onde pessoas civis não deveriam estar ligadas.
Erros e acertos

A tentativa de criar um conflito e um drama familiar em uma história que envolve monstros gigantes foi, de fato, um erro. Apesar de a conclusão desta narrativa não ser toda ruim, acompanhar nove episódios desta trama é cansativo.
Além disso, há mais um arco ligado à personagem May (Kiersey Clemons), que faz ligação com os filmes de Godzilla vs Kong, mas que também falta profundidade.
Entretanto, a série não tem apenas erros. O personagem Lee Shaw, no presente, é muito bem interpretado por Kurt Russell. É bastante interessante ver pai e filho dividindo o mesmo papel.

Os efeitos visuais e sonoros, são de primeira. Apesar de ter poucos momentos com os kaijus, quando eles aparecem, é incrível.
Quando o Godzilla está em tela, o foco é apenas ele. Inclusive, há um dos momentos mais assustadores envolvendo o lagartão em tela, com uma cena de tirar o fôlego. Mas que, infelizmente, durou muito pouco.
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Monarch: O Legado dos Monstros, é uma série que prometeu muito mais do que cumpriu, no entanto, ainda há possibilidades e caminhos para se consolidar e também, conduzir um universo compartilhado de filmes que, tem tudo para dar errado, para um caminho mais interessante e profundo.
A Avaliação
Monarch: O Legado dos Monstros
Monarch: O Legado dos Monstros promete mais do que cumpre
Detalhes da avaliação;
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6



