O cinema tem uma nova ficção científica do momento.
Devoradores de Estrelas vem ganhando fãs e críticas positivas, se tornando um fenômeno cultural. Mas, o que Rogue One, The Batman e Duna têm a ver com o novo filme de ficção científica? Entenda neste artigo.
Mas antes, precisamos falar sobre os cinematografistas.
O que faz um cinematografista?

Um cinematografista (ou diretor de fotografia) é o profissional responsável por transformar o roteiro em imagens com identidade visual própria.
Ele decide como o filme será visto: define a iluminação, escolhe lentes, enquadramentos, cores e movimentos de câmera. Em outras palavras, o cinematografista cria a atmosfera visual que sustenta a narrativa.
Além disso, ele trabalha em parceria direta com o diretor para garantir que cada cena transmita emoção e significado.
Por exemplo, uma iluminação mais dura pode sugerir tensão, enquanto tons mais suaves podem indicar melancolia ou introspecção. Da mesma forma, o uso de sombras, contrastes e profundidade de campo ajuda a guiar o olhar do espectador e reforçar temas da história.
Nos quatro filmes citados, há um cinematografista em comum, chamado Greg Fraser, e agora vamos falar sobre ele.
Greig Fraser e as escalas visualmente épicas

Greig Fraser é um dos cinematografistas mais influentes do cinema contemporâneo, conhecido por criar imagens que combinam realismo intenso com escala épica.
Nascido na Austrália, ele construiu sua carreira trabalhando em produções que exigem identidade visual forte, especialmente dentro da ficção científica e de narrativas mais sombrias.
Ao longo dos anos, Fraser desenvolveu um estilo marcado por contrastes fortes de luz e sombra, uso expressivo de cores e uma sensação de profundidade que reforça o peso dramático das cenas.

Por isso, seus filmes costumam transmitir uma atmosfera densa e imersiva, na qual o visual não serve apenas como estética, mas também como parte essencial da narrativa.
Seu trabalho ganhou destaque mundial em produções como Rogue One: Uma História Star Wars e Duna — pelo qual venceu o Oscar de Melhor Fotografia — e The Batman, onde explorou uma abordagem mais sombria e urbana para o herói.
Além disso, Fraser costuma utilizar tecnologias de ponta em conjunto com iluminação naturalista, o que contribui para uma sensação de autenticidade mesmo em mundos fantásticos.
Dessa forma, seu nome passou a ser associado a produções que buscam impacto visual e consistência estética. Consequentemente, quando um filme chama atenção pela fotografia, é cada vez mais comum encontrar Greig Fraser envolvido no projeto.
Por quê Devoradores de Estrelas é a ficção científica do momento?

Devoradores de Estrelas conquistou o público pela sua história emocionante em uma aventura pré-apocalíptica em uma jornada com uma amizade improvável. Não à toa, se tornou o filme mais lucrativo da Amazom MGM.
Além disso, o filme tem todos os méritos que uma produção cinematográfica precisa. No entanto, visualmente, é um dos filmes mais vivos do gênero de ficção científica, que se passa no espaço, que vimos nos últimos anos.

Greig Fraser, assim como em Rogue One, The Batman e Duna, conseguiu trazer elementos realísticos, porém, ao mesmo tempo, fantásticos para a tela. Conduzindo o espectador a adentrar em uma experiência imersiva e vislumbrante.
Embora a soma de todos os elementos sejam importantes para levar a essa classificação, os efeitos visuais são o tempero principal que tornam Devoradores de Estrelas a ficção científica do momento.
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Já assistiu ao Devoradores de Estrelas, o filme de ficção científica do momento? Conta aí nos comentários!



