A Morte de Robin Hood é o novo filme produzido pela A24 e dirigido por Michael Sarnoski (Um Lugar Silencioso: Dia Um) que traz uma versão mais sombria da lenda. Confira o trailer acima.
A lenda de Robin Hood surgiu na Inglaterra medieval, provavelmente entre os séculos XIII e XIV. Inicialmente, trovadores espalharam suas aventuras por meio de baladas populares.
Nessas histórias, Robin aparecia como um fora da lei habilidoso que enfrentava autoridades corruptas e protegia os mais pobres. Com o tempo, escritores ampliaram o mito e acrescentaram personagens como Pequeno João, Frei Tuck e Lady Marian. Além disso, a floresta de Sherwood e o xerife de Nottingham passaram a fazer parte da tradição. Embora não exista prova definitiva de que Robin Hood tenha existido, sua figura reúne elementos de diferentes personagens históricos. Por isso, o arqueiro permanece como um dos maiores símbolos de justiça popular da literatura inglesa.
O personagem já recebeu dezenas de adaptações para as telonas entre filmes de aventuras e até animações. Recentemente, uma releitura estilizada e focada em ação moderna e ritmo acelerado, trazendo Taron Egerton no papel principal. Além disso, há uma versão dirigida por Ridley Scott e estrelada por Russell Crowe, em uma versão focada em uma origem mais realista, política e militar do guerreiro
No entanto, esta nova releitura, será sombria e provocativa, com foco nos últimos anos de Robin Hood; a narrativa desconstrói a imagem clássica do lendário arqueiro. Dessa vez, Hugh Jackman assume o papel com intensidade e apresenta um homem envelhecido, endurecido por décadas de conflitos e pela necessidade constante de sobreviver.
A história de A Morte de Robin Hood

A trama se passa por volta de 1247, na fronteira celta. Nesse contexto, Robin vive escondido nas montanhas como um fora da lei solitário, carregando as cicatrizes de uma vida marcada pela violência. No entanto, sua rotina muda quando Pequeno João (Bill Skarsgård), antigo companheiro de aventuras, reaparece e o convence a participar de mais um confronto.
Durante a batalha, Robin sofre um grave ferimento e, por isso, busca abrigo em um priorado isolado. Lá, a Irmã Brigid (Jodie Comer) cuida de sua recuperação e, além disso, o apresenta aos demais moradores, entre eles um homem misterioso e debilitado (Murray Bartlett) e uma menina traumatizada (Faith Delaney), que desconhecem a verdadeira identidade do recém-chegado.
A partir desse momento, a história abandona o ritmo intenso dos combates e passa a explorar o conflito interior do protagonista. Enquanto recupera as forças, Robin revisita as escolhas que moldaram sua vida e, aos poucos, considera a possibilidade de seguir um caminho baseado na compaixão, em vez da violência.
Ao mesmo tempo, o diretor subverte as versões tradicionais da lenda. Em vez de retratar Robin como um herói irrepreensível e a Prioresa como antagonista, ele apresenta personagens mais complexos, marcados por ambiguidades e contradições humanas. Como resultado, o filme transforma uma história conhecida em uma reflexão sobre culpa, redenção e a capacidade de mudar.
“Temos essa ideia de Robin Hood dançando pela floresta com seus Homens Alegres, mas a vida naquela época não era assim”, conta o diretor Michael Sarnoski. “Pensei comigo mesmo: qual seria a versão de Robin Hood mais verdadeira e honesta em relação à aspereza da vida no século XIII?”
Já o astro Hugh Jackman, diz o seguinte: “Em A Morte de Robin Hood, acho que vemos um retrato belo e muito humano da plenitude da vida de Robin. A escuridão, o arrependimento, a dor, a perda. Há um custo para a violência, não importa de que lado você esteja. Qual é esse custo? E existe graça e redenção para alguém assombrado por tudo isso?”
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A Morte de Robin Hood tem lançamento previsto para 13 de agosto nos cinemas e será distribuido pela Imagem Filmes no Brasil.


