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Início » Críticas do CN42 » Crítica | Eu, meu Pai e um Bebê (1ª temporada)

Crítica | Eu, meu Pai e um Bebê (1ª temporada)

Matheus Ramos Por Matheus Ramos
16:02 seg, 09/02/2026
em Críticas de Séries, Críticas do CN42, Séries e TV
Tempo de leitura: 3 mins
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Eu, meu Pai e um Bebê

Divulgação / BBC Three

Os aluguéis estão torturantes e o mercado imobiliário virou uma piada. Não é surpresa que tantos jovens de vinte e poucos anos estejam voltando para a casa da família. Mas Gemma, a protagonista de 24 anos da comédia Eu, Meu Pai e um Bebê, decide inverter essa lógica, convidando o seu pai recém-divorciado, Malcolm (David Morrissey), para morar em seu apartamento.

Dividir o aluguel não é a única motivação. Gemma (interpretada por Aimee Lou Wood, de Sex Education) acabou de descobrir que está grávida, depois de um encontro casual no banheiro de um avião com um passageiro. A mãe dela (Susan Lynch) fugiu com as economias do casal e está aproveitando a vida pela Europa. A irmã, Cat (Sharon Rooney), está presa após tentar eliminar o noivo para receber o dinheiro do seguro de vida. “Uma decisão de negócios legítima”, diz ela a Gemma durante uma visita à prisão. Ela praticamente não tem amigos. Quando uma parteira pede para citar as mulheres de sua rede de apoio, ela apenas recita as integrantes do Girls Aloud.

Um pai inútil, mas essencial

Malcolm, bondoso, porém inútil, que mal consegue esquentar o jantar no micro-ondas e acredita que batatas assadas vêm “cobertas de couro”, é basicamente tudo o que Gemma tem. E até o apartamento modesto dela representa uma melhora considerável em relação à situação dele no primeiro episódio. Inicialmente, ele tem o duvidoso prazer de dividir um quarto imundo com Derek (David Fynn). Um sujeito mais jovem cuja energia de “recém-divorciado” é ainda mais escancarada, e muito mais tóxica que a de Malcolm. Suas tentativas desajeitadas de flertar e/ou diminuir Gemma (que o chama de “babaca de apoio emocional” do pai) rendem algumas risadas.

A série acompanha a dupla de pai e filha enquanto enfrentam as demandas da iminente parentalidade. Desde aulas de preparação para o parto comandadas por uma mulher assustadora que não acredita em anestesia até tentativas de reconexão com a família. No início, Gemma e Malcolm parecem construídos como caricaturas. O pai inútil que mal sabe usar uma máquina de lavar e a garota festeira caótica. Mas, ao longo dos episódios, os personagens ganham nuances e emoção à medida que o vínculo entre eles se aprofunda. Há também uma excentricidade divertida nos roteiros de Danielle Ward, que equilibra bem o peso emocional da trama principal.

Química em cena e humor com coração

Os fãs de Sex Education já conhecem o ótimo timing cômico de Wood, que é muito bem aproveitado aqui. Sua entrega direta, às vezes quase impassível, torna as piadas de Gemma ainda mais marcantes. Ao mesmo tempo, a atriz consegue ser expressiva e captar o lado vulnerável da personagem. Morrissey, por sua vez, já interpretou detetives cansados em dramas pesados, então é um prazer vê-lo no modo comédia, explorando a atrapalhação de Malcolm, mas também dando ao personagem uma doçura genuína. Taj Atwal também se destaca como Cherry, uma ex-colega de escola de língua afiada, que volta à vida de Gemma depois do momento “Girls Aloud” fazê-la perceber que realmente precisa de amigos da sua idade.

Graças à dupla central carismática, Eu, Meu Pai e um Bebê é como um abraço reconfortante em forma de série, mas com uma pontinha de acidez para manter o público atento.

A Avaliação

Eu, meu Pai e um Bebê (1ª temporada)

4 Pontuação

Com atuações carismáticas e humor peculiar, a série equilibra leveza e emoção, resultando em uma comédia acolhedora e cheia de charme.

Detalhes da avaliação;

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Matheus Ramos

Matheus Ramos

Apaixonado por Cultura Pop. Graduado em Jornalismo e buscando o meu glorioso propósito.

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